A excelência da união fraternal

 


Este é o título do Salmo 133, conforme a versão Revista e atualizada da SBB. Ele faz parte dos cânticos de Romagem que na versão popular – Nova Tradução na Linguagem de hoje, traz o título: “União e paz - Canção dos peregrinos”, da autoria de Davi.

 

É uma descrição poética de como deve viver o povo de Deus aqui na terra. Muitos crentes podem recitar de cor este como outros textos da Bíblia. O que o Senhor requer, entretanto, é que vivamos sua Palavra, como testemunho, aos que não creem. “Ó como é bom e agradável viverem unidos os irmãos” (Sl 133:1).

 

Alguém já disse , com sabedoria, que a distância mais longa e a mais curta no universo é entre a mente e o coração. Quem entrega o seu coração ao Senhor entrega tudo o que lhe pertence. É por isso que Deus nos pede, quase suplicando: “Dá-me filho meu, o teu coração...” (Pv 23:26).

A união fraterna agrada ao coração de Deus, estabelece a paz e harmonia no meio de seu povo e é um testemunho poderoso para os incrédulos que não podem entender o significado e valor do amor de Deus em nosso coração. 

 

As palavras podem até convencer, mas o amor arrasta as pessoas para Jesus. 

 

Para que haja comunhão no sentido bíblico há algumas condições indispensáveis:

 

1 - Morte e Ressurreição do “Velho homem”.

 

Nosso velho homem morreu com Cristo, foi encravado na cruz (Rm 6:6), com todas as obras de nossa natureza terrena. E nelas estão incluídas a contenda, a calúnia, a difamação, a soberba, a presunção, a falta de misericórdia e de afeição e outras mais.

 

Os membros do corpo de Cristo são diferentes e por isso, precisam fazer diferença, onde estão. Fomos lavados pelo sangue de Cristo, derramado na cruz e recebemos um novo coração.

 

2 - Remoção das barreiras e preconceitos.

 

Paulo diz que Cristo, pelo seu sangue nos aproximou dele e também uns dos outros. “E tendo derrubado a barreira de separação (Ef 2:13 e 14). E em Cl 3:10 e 11 ele afirma que fomos revestidos do novo homem...” E assim, não pode haver barreira entre uns e outros. Somos diferentes. Podemos pensar diferente, ter pontos de vista diferentes, mas é aí que está o grande milagre do Evangelho. Em meio às nossas diferenças o Espírito Santo opera a unidade do corpo de Cristo e cabe a nós preservá-la para que vivamos como igreja do Senhor (Ef. 4:3). 

 

3 - Disposição de alma para amar, perdoar e suportar uns aos outros.

 

Esta é uma das empreitadas mais difíceis, senão impossível ao ser humano. Mas “os impossíveis dos homens são possíveis para Deus” (Lc 18:27). “Suportando-vos uns aos outros em amor” (Ef 4:2). Muitas famílias se dividem por intolerância, impaciência e falta de amor. E outras vivem infelizes. Cada cabeça é um universo diferente e muita gente não está disposta a suportar as diferenças porque falta o amor de Deus no coração.

 

Tanto na família, como na igreja, a família maior, só é possível conviver bem, com o auxílio do Espírito Santo que promove a unidade na diversidade.

 

As motivações humanas e carnais nada constroem que vale a pena somente quando começamos a viver na presença do Senhor para agradar a Ele e não a nós aí, sim, nos tornamos capazes de amar, perdoar e aceitar  nossos irmãos, alegrando o coração amoroso e perdoador de nosso Pai Celeste. Que o Senhor nos ajude.
 

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